segunda-feira, 27 de julho de 2026

Algumas riquezas são silenciosas...

Existem riquezas que não aparecem no extrato bancário, mas transformam completamente a forma de viver. Alguns privilégios passam despercebidos, justamente porque a rotina faz parecer comuns. 

Talvez a verdadeira abundância nunca tenha sido sobre possuir mais, mas sobre perceber o quanto já existe de precioso ao nosso redor.

Porque algumas das maiores riquezas da vida são tão silenciosas que só quem aprende a agradecer consegue enxergá-las. ❤️☕🏡✨

👵 👴 Avós

Há saudades que nunca aprendem a ir embora.

Há lugares à mesa que continuam ocupados pelo silêncio. Há cheiros que aparecem sem avisar.
Há receitas que nunca mais souberam ao mesmo.
Há domingos que ficaram incompletos.

Dizem que o tempo cura. Mas há amores que o tempo apenas ensina a carregar.

Tenho saudades das mãos marcadas pela vida, mãos que contavam histórias sem dizer uma palavra.
Das rugas que eram mapas de coragem.
Da voz que acalmava qualquer tempestade. Do abraço onde o mundo parava e tudo voltava a fazer sentido.

Tenho saudades das conversas simples. Dos conselhos dados entre um sorriso e outro. Das gargalhadas à mesa. Das histórias repetidas vezes sem conta, que hoje daria tudo para ouvir só mais uma vez.

Há pessoas que partem. Mas há amores que nunca aprendem a partir.

Porque um avô… uma avó… nunca desaparecem verdadeiramente. Ficam no nosso jeito de amar.
Nas palavras que repetimos sem dar conta.
Nos valores que carregamos. Na força que encontramos quando pensamos: 
"Era isto que eles fariam."

Sei que o céu deve ser um lugar mais bonito desde que vocês chegaram.

E, mesmo sem vos ver, continuo a procurar-vos em cada pôr do sol, em cada cheiro a comida feita com amor, em cada fotografia antiga, em cada memória que insiste em aquecer o coração nos dias mais difíceis.

A saudade dói porque o amor ficou.

E talvez seja isso que torna os avós eternos: nunca deixam de cuidar de nós. Apenas mudam de morada.

A todos os avós que hoje moram no céu… obrigada!

Obrigado pelos abraços que ainda aquecem a alma, pelas mãos que ensinaram o verdadeiro significado do amor, pela paciência, pelas histórias, pelos mimos, pelas raízes que deixaram em cada um de nós.

Amanhã celebraremos o Dia dos Avós.

Uns terão a sorte de vos abraçar.

Outros fecharão os olhos e abraçar-vos-ão com a memória.

E, no fundo, enquanto houver alguém que pronuncie o vosso nome com amor… vocês nunca deixarão de viver.

🤍
Com amor, para todos os avós que agora brilham no céu ✨️

domingo, 26 de julho de 2026

Ana Jácomo

"Deus nos manda bilhetes de amor no presente que nos toca. No abraço gostoso que amacia o dia. No olhar bom que encontra o nosso na rua. No texto bacana que nos chega de repente. 
Deus nos manda bilhetes de amor nos olhos que nos ouvem em silêncio. Na intuição que nos alcança. No sorriso que faz o nosso acontecer. Na palavra do amigo que nos faz pensar. Na mão que segura a mão da gente. 
Deus nos manda bilhetes de amor nas gentilezas recebidas. Na música que nos traduz. No livro que nos desperta. No sim tão aguardado. Naquilo que nos protege. Nos detalhes da Natureza. 
Deus nos manda bilhetes de amor todo dia. Alguns mensageiros são visíveis; outros, não ...!"
Ana Jácomo

Dia dos Avós

A minha avó, uma vez, deu-me uma dica:
Em tempos difíceis, você avança em pequenos passos.
Faça o que você tem que fazer, mas pouco a pouco.
Não pense no futuro, nem no que pode acontecer amanhã. 
Lave os pratos.
Retire o pó.
Escreva uma carta.
Faça uma sopa.
Você vê?
Você está avançando passo a passo.
Dê um passo e pare.
Descanse um pouco.
Elogie-se.
Dê outro passo.
Depois outro.
Você não notará, mas seus passos crescerão cada vez mais.
E chegará o tempo em que você poderá pensar no futuro sem chorar.

["A sala das chaves antigas", Elena Mikhalkova]
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Bom domingo, pessoal! 🌻

Hoje, 26 de julho, é o Dia dos Avós!
Vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! ❤️

sábado, 25 de julho de 2026

Os avós...

Ó avó, conta uma história... As avós foram feitas para contar histórias. Ninguém sabe contar histórias como as avós. As avós sabem que não podem abrir só o livro e por isso abrem também o coração. As avós nunca têm pressa. Sabem que as coisas feitas à pressa para ganhar tempo são aquelas que o tempo apaga mais depressa. Por isso, as avós demoram as palavras. Demoram as palavras para demorar o amor. Só o amor que leva tempo resiste ao tempo. Assim, quando a história acabar, as avós ficam. A sua voz doce permanece.

Era uma vez uma princesa no meio de um laranjal. Conta outra vez essa, avó. E a avó volta ao início dos tempos e há cheiro de laranja no ar.

Ilustração de Rachelle Anne Miller

Continuar inteiro...

Às vezes, a vida tenta tirar-nos a parte mais bonita.
Não de uma vez. Vai devagar. Uma desilusão aqui. Uma traição ali. Uma palavra atravessada. Uma ausência no dia em que precisávamos de alguém. E, quando damos por nós, já estamos a responder mais seco, a confiar menos, a esperar menos, a fechar portas antes sequer de alguém bater.
Percebo isso.
Há dores que nos tornam atentos. Outras quase nos tornam duros.
E talvez a maior luta não seja continuar de pé. Isso, de uma forma ou de outra, a gente acaba por fazer. A maior luta é continuar inteiro sem deixar que o mundo nos roube a ternura.
Porque ser bom depois de nos magoarem não é ingenuidade.
É resistência.
É olhar para tudo o que podia ter azedado dentro de nós e ainda assim escolher não passar a dor adiante.
Há uma doçura rara nisso.
E eu espero nunca a perder.
- Filipe Bacelo

Que bonito!!!

Existem tempos que ficam para sempre guardados na memória: os dias simples, as pessoas queridas, as mesas cheias, as conversas sem pressa e a sensação de que aqueles momentos durariam para sempre.
Mas o tempo segue seu caminho. As pessoas mudam, algumas partem, outras apenas se afastam. A rotina se transforma, os lugares já não são os mesmos, e aquilo que parecia comum passa a ter um valor imenso.
Há coisas que nunca voltam. Restam as lembranças, que o tempo não consegue apagar. E talvez seja esse o maior presente da memória: permitir que o coração revisite, em silêncio, os dias que fizeram a vida valer a pena.