quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

ANA PAULA RAMOS

A vida é labirinto, já reparou? Um caminho cheio de curvas, barrancos, estacas, derrapadas. Uma estrada cheia de setas malucas que apontam para aqui e para ali. Um espaço sagrado de tentativa e erro, tentativa e acerto, tentativa e erro de novo, tentativa e acerto de novo. Aprendizados. Recomeços. Buscas internas. Escolhas. Renúncias. Paciência. Perdão."
Ana Paula Ramos

O verdadeiro patrimônio: um texto sobre o que realmente importa!!!



Um jovem advogado foi indicado para inventariar os pertences de um senhor recém falecido. Segundo o relatório do seguro social, o idoso não tinha herdeiros ou parentes vivos. Suas posses eram muito simples. O apartamento alugado, um carro velho, móveis baratos e roupas puídas. “Como alguém passa toda a vida e termina só com isso?”, pensou o advogado. Anotou todos os dados e ia deixando a residência quando notou um porta-retratos sobre um criado mudo.
Na foto estava o velho morto. Ainda era jovem, sorridente, ao fundo um mar muito verde e uma praia repleta de coqueiros. À caneta escrito bem de leve no canto superior da imagem lia-se “sul da Tailândia”. Surpreso, o advogado abriu a gaveta do criado e encontrou um álbum repleto de fotografias. Lá estava o senhor, em diversos momentos da vida, em fotos em todo canto do mundo.
Em um tango na Argentina, na frente do Muro de Berlim, em um tuk tuk no Vietnã, sobre um camelo com as pirâmides ao fundo, tomando vinho em frente ao Coliseu, entre muitas outras. Na última página do álbum um mapa, quase todos os países do planeta marcados com um asterisco vermelho, indicando por onde o velho tinha passado. Escrito à mão no meio do Oceano Pacífico uma pequena poesia:
Não construí nada que me possam roubar.
Não há nada que eu possa perder.
Nada que eu possa tocar,
Nada que se possa vender.
Eu que decidi viajar,
Eu que escolhi conhecer,
Nada tenho a deixar
Porque aprendi a viver.
Abraço!

Desconheço a autoria

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

YOHANA SANFER

Eu bem que tentei. Já quis ser diferente. Já bolei metas num papel. Esperar menos, tolerar mais. Apegar menos, abstrair mais. Me importar menos, relaxar mais. Insistir menos, dessintonizar mais.
Não deu, não dá. Cada detalhe molda meus acabamentos. Cada ruína compõe meus alicerces. Cada estação, cada fase, cada vitória e fracasso me fizeram hoje ser quem pode muitas vezes até duvidar das pessoas e de suas intenções mas continua a apostar na vida.
E não guardo segredos. Não... teço mistérios. Minha teoria é simples. Meu sentir é exagerado. Me jogo, me lasco, me entrego, me esfolo inteira. Melhor do que viver pela metade. Amar pela metade. Acreditar pela metade. Pra tombo há remédio, há refazer. Pra sonho desperdiçado, não.
Por isso gasto meus sorrisos, não passo vontades, não guardo choros, não contenho gritos. Por isso insisto em desafiar o tempo e as pedras do caminho. No meio do furacão, saio devastada mas sobrevivo à tempestade. E não paro, e não me basto.
Recuar? Calar? Desistir? Verbos inexistentes no dicionário que inventei pra mim. Eu quero é pagar pra ver o final feliz acontecer. E fim.
Yohana Sanfer


ME TRADUZIU.... EM ALGUNS TRECHOS...



 

VIRGÍNIA WOOLF

Eu me lembro que um dia acordei de manhã e havia uma sensação de possibilidade. Sabe esse sentimento? E eu me lembro de ter pensado: Este é o início da felicidade. É aqui que ela começa. E, é claro, haverá muito mais. Nunca me ocorreu que não era o começo. Era a felicidade. Era o momento. Aquele exato momento.

Virgínia Woolf

LILIAN VEREZA

(...) Quero que entendam esse meu jeito quieto, pois ele é fruto de uma observação constante e contínua das (re)ações do universo e das re(ve)lações do meu interior. (...)


Lilian Vereza

INÊS CLÍMACO

(...) e no tempo rendilhado de tantos quereres, bordo sonhos... na saudade que habita em cada esquina do meu olhar.

Inês Clímaco

VIRGÍNIA WOOLF

Não há barreira, fechadura ou ferrolho que possas impor à liberdade da minha mente.

Virgínia Woolf