Domingos que não saem da gente.
Domingo sempre foi um lugar.
Cabe inteiro dentro de um cheiro de comida lenta, num silêncio que não pedia pressa, numa infância que acreditava que o tempo obedecia a gente.
Havia domingos em que o mundo cabia na sala: a TV baixa, o riso solto, a tarde esticada como elástico velho. Hoje, o domingo me olha de longe, como quem reconhece, mas já não volta.
Talvez saudade seja isso:
um dia da semana que virou memória e, mesmo assim, insiste em me visitar toda vez que o coração resolve andar descalço pelo passado.
@VHWRITER
Bonito...
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